Bluefield Serviços
CASB: Guia completo para segurança e governança em nuvem

Vivemos hoje em um cenário onde o crescimento do uso de serviços em nuvem abre espaço para desafios antes inimagináveis na proteção dos dados e gestão da tecnologia.

Na Bluefield, enxergamos diariamente como o contexto de nuvem pressiona as empresas a buscar soluções que conciliem controle, segurança e aderência regulatória, sem atrasar sua operação ou comprometer parcerias e produtividade.

Entre as ferramentas que transformaram esse jogo está uma solução essencial: o Cloud Access Security Broker (CASB).


"Toda grande jornada na nuvem precisa de um guardião… e o CASB é quem garante que cada passo seja seguro."

O que é CASB e como surgiu essa demanda?


O CASB nasceu da necessidade de ampliar a visibilidade e o controle sobre dados e aplicativos dispersos pela nuvem, especialmente frente ao avanço do modelo SaaS, trabalho remoto e dispositivos não gerenciados pelas áreas de TI. Em resumo, funciona como um intermediário entre usuários e aplicativos em nuvem, monitorando e protegendo o tráfego de dados e uso das aplicações em todas as direções, uploads, downloads e acessos externos.


Equilíbrio entre inovação e segurança é o que define a adoção do CASB.


Em nossa experiência, muitos dos riscos enfrentados por organizações partem justamente da perda de visibilidade sobre o que está sendo usado e compartilhado fora do perímetro clássico da infraestrutura própria. As empresas agora precisam de instrumentos que ofereçam monitoramento, políticas centralizadas e análises de risco, com flexibilidade para atuar sobre múltiplos serviços, dispositivos e perfis de usuários.


Quais problemas o CASB resolve?


Não são raras as situações onde colaboradores acessam informações estratégicas por SaaS, transferem conteúdo sensível entre apps não autorizados ou integram plataformas externas ao ambiente corporativo sem o aval da TI. Este fenômeno é conhecido no setor como shadow IT, e representa, segundo diversas análises de risco, um vetor relevante para vazamentos e não conformidade regulatória.


O CASB atua justamente nesse ponto crítico, ao oferecer recursos como:


  • Mapeamento e controle de todas as aplicações acessadas;
  • Automação do monitoramento e geração de alertas;
  • Análise em profundidade dos dados em trânsito e em repouso;
  • Políticas de segurança unificadas sobre ambientes multicloud;
  • Gestão de riscos de compliance e governança de dados.


A exigência por governança corporativa robusta e a necessidade de proteger propriedade intelectual, informações reguladas pela LGPD e demais dados críticos, tornam a aplicação do CASB ainda mais estratégica na prevenção de perdas e incidentes sistêmicos.


Principais pilares: visibilidade, proteção, conformidade e controle


Visibilidade aprimorada dos aplicativos em nuvem é o primeiro passo para qualquer política de defesa. O CASB mapeia todos os serviços SaaS acessados, ajudando a identificar usos não autorizados, comportamento anômalo e possíveis falhas de configuração que exponham dados.


Em proteção de dados, o CASB foca na identificação de fluxos de tráfego não permitidos, aplicando criptografia, mascaramento de dados e bloqueio ou quarentena automática frente a tentativas de exfiltração não autorizadas. Isso suporta tanto dados estruturados quanto conteúdo vivo em colaboração SaaS, como Google Workspace, Office 365 e outros.


A conformidade regulatória passa a ser alcançável, pois o CASB acompanha o ciclo dos dados e aplica controles que mapeiam de perto normas como LGPD, GDPR e demandas setoriais, facilitando auditorias e respostas rápidas a incidentes. Estudos do setor já projetam que até 2028, 75% das empresas irão priorizar o backup de aplicativos SaaS como uma exigência crítica, valorizando soluções que garantam governança na nuvem (dados sobre backup SaaS).


Por fim, há o controle de ameaças: mecanismos anti-malware, detecção de anomalias, bloqueio proativo de atividades suspeitas e automação de respostas em conjunto com outros sistemas de segurança.


Como o CASB identifica e combate shadow IT?


Uma das inovações que mais destacamos em consultorias é a capacidade do CASB de trazer clareza a práticas ocultas dos usuários. Ao inspecionar logs, padrões de login e distribuição de arquivos, a solução consegue identificar apps ocultos, uso indevido e acessos de alto risco mesmo quando operam por canais criptografados ou redes externas.


A gestão do shadow IT é essencial por vários motivos:


  • Evita repasse de dados sensíveis para aplicativos não homologados;
  • Assegura rastreabilidade frente a potenciais investigações ou auditorias;
  • Suporta equipes de compliance e segurança a direcionarem suas ações preventivas e educativas.
  • Indicamos sempre que empresas aprofundem esse diagnóstico, inclusive com apoio de plataformas especializadas voltadas à exposição e contenção do shadow IT, integradas ao ecossistema de governança de dados.


Proteção de aplicativos SaaS e segurança de dados


As aplicações SaaS suportam processos críticos em vendas, RH, financeiro e atendimento, mas exigem cuidados extras. O CASB permite classificação de dados, automação de políticas e segmentação por perfis de acesso, garantindo que somente usuários e dispositivos autorizados interajam com informações sensíveis.

Monitoramento ativo, bloqueios automáticos e auditorias periódicas são capazes de criar um ciclo virtuoso de defesa, onde a própria plataforma aprende padrões e pode sugerir ajustes nas regras à medida que novos riscos surgem ou mudanças de comportamento são identificadas.


Soluções como as entregues pela Bluefield e nossos parceiros de segurança agregam recursos ainda mais avançados de backup, criptografia e monitoramento 24x7 (serviços de monitoramento de segurança), atendendo o ciclo de vida completo dos dados e blindando as operações contra perdas acidentais ou ataques direcionados.

Métodos de implantação: API, proxy e coleta de logs


Apresentamos a seguir os modelos mais aplicados para integração do CASB às rotinas empresariais:


  • API: Proporciona integração direta com os principais aplicativos SaaS, permitindo visibilidade de dados em repouso, alerta em tempo real, automação de ações sobre conteúdos críticos e monitoramento abrangente sem impactar a experiência do usuário final.
  • Proxy: Funciona como um intermediário para inspeção em tempo real do tráfego web entre usuários e nuvem. É ideal quando se deseja bloquear ou criptografar transferências em tempo real, mas pode exigir ajustes na infraestrutura de rede e configuração dos endpoints.
  • Coleta de logs: Permite auditar acessos, atividades e anomalias de forma retroativa. Sua principal vantagem é não exigir inserção em trânsito dos dados, porém, não permite bloqueio imediato, apenas análise e correção após a detecção de incidentes.


Cada cenário e necessidade de negócio ditará o método mais indicado, ou mesmo a combinação deles. A escolha certa promove o equilíbrio entre segurança e performance operacional.


Critérios para seleção e integração com governança


Sabemos que a definição da solução ideal passa pelo alinhamento entre objetivos estratégicos, maturidade da infraestrutura e as particularidades do fluxo de dados e aplicações. Compartilhamos aqui critérios decisivos para guiar essa avaliação:


  • Suporte aos aplicativos SaaS e IaaS realmente usados pela sua organização;
  • Compatibilidade com políticas de governança de dados pré-existentes;
  • Facilidade de integração com SIEM, DLP, IAM e outros componentes da arquitetura de segurança;
  • Recursos nativos para responder rapidamente a incidentes, com zero impacto sobre o usuário legítimo;
  • Capacidade de adaptação a normas setoriais e atualizações frequentes do panorama regulatório;
  • Escalabilidade para crescer junto com o volume de usos e dados na nuvem.


Na Bluefield, reforçamos sempre que a integração com boas práticas de governança de dados é indispensável para empresas que querem escalar operações de vendas e canais mantendo a resiliência e o compliance.


Dicas práticas para uma implantação eficiente de CASB


Com base em nossos projetos e no perfil de organizações que assessoramos, sugerimos um roteiro essencial para implantar CASB:


  • Mapeie todos os aplicativos e fluxos de dados críticos antes de qualquer ajuste em infraestrutura;
  • Classifique os tipos de dados e estabeleça prioridades conforme a importância e o valor para o negócio;
  • Garanta que as equipes estejam treinadas tanto no uso como na resposta a alertas gerados pela plataforma;
  • Integre o CASB a sistemas de DLP e backup já existentes, promovendo sinergia de processos e políticas (atualmente trabalhamos com o Forcepoint);
  • Realize revisões periódicas nas políticas para refletir mudanças legais, tecnológicas e de negócio.


Com a integração correta, é possível potencializar benefícios e prevenir incidentes, fortalecendo a continuidade dos negócios e elevando o padrão de governança na nuvem.


Em resumo


Ao longo deste artigo, mostramos que o CASB se afirma como peça-chave para organizações que buscam modernizar a governança corporativa, garantir proteção total nos ambientes de nuvem e ampliar sua resiliência diante das novas ameaças digitais. Na Bluefield, acreditamos que as empresas que se antecipam, atuando de maneira analítica e proativa sobre seus dados e fluxos na nuvem, conquistam diferenciais duradouros tanto em segurança quanto em competitividade.


Quer mais segurança, governança e continuidade para seu negócio? Conheça nossos serviços e descubra como podemos transformar a proteção de dados e a maturidade digital de sua empresa.


Perguntas frequentes sobre CASB


O que é um CASB na nuvem?

Um CASB é uma solução que atua como intermediário entre usuários e aplicativos em nuvem, monitorando, controlando e protegendo os fluxos de dados, independentemente do local de acesso. Ele oferece visibilidade em tempo real, aplica políticas e mitiga riscos relacionados ao uso de aplicações SaaS, IaaS e shadow IT.


Como funciona uma solução CASB?

Essas soluções funcionam por meio de integração via APIs, proxies ou coleta de logs, inspecionando e controlando o tráfego e as operações em aplicativos de nuvem. Permitem identificar comportamentos suspeitos, aplicar bloqueios, criptografia, quarentena ou apenas auditoria, criando um ambiente seguro para uso corporativo de diferentes aplicações.


Quais são os benefícios do CASB?

O CASB oferece visibilidade sobre quais aplicativos são utilizados, proteção contra perda de dados, respostas rápidas a incidentes, gestão de ameaças e conformidade regulatória. Também possibilita a integração com sistemas existentes, como DLP e SIEM, fortalecendo a postura de segurança e governança das empresas.


Quanto custa implementar um CASB?

O custo varia conforme o porte, as necessidades da empresa, a complexidade do ambiente em nuvem e dos aplicativos gerenciados. Envolve licenças de software, integração com sistemas existentes e treinamentos para equipes. Avaliamos o cenário de cada empresa para propor a arquitetura e o investimento mais aderentes.


Quais empresas precisam de um CASB?

Organizações de qualquer setor que utilizam aplicativos na nuvem para processos críticos, sejam pequenas, médias ou grandes, se beneficiam da adoção do CASB. Na prática, quanto maior o volume de dados sensíveis na nuvem e a diversidade de aplicativos SaaS em uso, mais necessária se torna a solução para proteção, governança e compliance.


CASB x DLP: qual a diferença?
  • CASB (Cloud Access Security Broker): funciona como um guardião entre usuários e serviços em nuvem. Descobre aplicações, avalia riscos e aplica políticas de segurança usando gateways, logs, agentes e APIs.
  • DLP (Data Loss Prevention): monitora o fluxo de dados no ambiente de TI, detecta possíveis vazamentos ou uso indevido e bloqueia ações para proteger informações sensíveis.


Benefícios da integração CASB + DLP
  • Cobertura ampliada: proteção de dados também no ambiente de nuvem.
  • Segurança reforçada: defesa extra durante migrações para a nuvem.
  • Políticas unificadas: aproveitamento das regras de DLP tanto on-premises quanto na nuvem.
  • Visibilidade profunda: maior entendimento sobre comportamento de usuários e uso de dados.